Diplomação dos Afiliados RJ 2017-2021 tem discursos de boas vindas e de agradecimento

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Publicado em 25/05/2017

Rosalia Mendez-Otero, Rodrigo Fonseca,  Thiago Moreno, Wagner Seixas, Nakédia Carvalho,
Tiago Oliveira,  Lucia Previato e Kildare Miranda
O simpósio científico e a diplomação dos novos Membros Afiliados da Vice-Presidência Regional da ABC para o Rio de Janeiro ocorreu no dia 11 de maio, na sede da ABC. Foram eleitos para o período 2017-2021 Nakédia Freitas Carvalho (Uerj), Rodrigo Nunes da Fonseca (UFRJ), Tiago Roux de Oliveira (Uerj), Thiago Moreno Lopes e Souza (Fiocruz) e Wagner Seixas da Silva (UFRJ).

Após a cerimônia de abertura e as palestras dos titulares Rosalia Mendez-Otero e Nelson Ebecken, procedeu-se à cerimônia da diplomação. O membro afiliado da ABC Kildare Rocha de Miranda (2013-2017) foi o escolhido para dar as boas-vindas aos novos membros.

Graduado em ciências biológicas pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Kildare obteve os títulos de mestre e doutor em ciências/biofísica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Realizou estágios de pós-doutorado na Universitat Konstanz, na Alemanha e na Universidade da Georgia, nos EUA. Atualmente, é professor adjunto do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ). É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e membro do Centro Nacional de Bioimagem (Cenabio), onde coordena a área de microscopia.

Ele recepcionou os cinco novos membros recém-diplomados. "Sejam bem-vindos à Academia. Aqui encontramos um ambiente onde conseguimos fugir da nossa rotina diária, principalmente nesse momento em que nossos laboratórios estão vivendo de soro fisiológico e precisam de uma vitamina", iniciou, apontando par ao triste cenário da ciência nacional e fluminense.

Kildare destacou que na ABC o Afiliado não tem que pensar no prazo do projeto, na tese do aluno, ou no artigo que não terminou. "Aqui não estão perguntando seu índice de impacto ou seu fator h, eles querem saber de boa ciência e boas discussões. Recomendo que não percam os encontros dos Afiliados, que são muito bons, há muitos debates, variados e profundos. Hoje vocês estão dando um passo à frente, é uma oportunidade espetacular que eu espero que vocês aproveitem muito."

O biólogo reforçou as palavras do presidente Luiz Davidovich sobre a grande responsabilidade dos Afiliados. " Temos que reservar um tempo para a Academia, ainda temos pouca adesão às atividades da ABC e de defesa da ciência. Quem está defendendo nossa ciência são os mais seniores, que não vão usufruir tanto assim do que será assegurado, caso tenham sucesso. Temos que nos engajar, fazer diferença, refletir e ajudar os que já assumem esse ônus há tanto tempo."
Em nome dos diplomados, falou então Nakédia Freitas Carvalho, professora adjunta do Instituto de Química e pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Química na UERJ. Graduada pela UFRJ, fez estágio de pós-doutorado no Instituto de tecnologia de Massachusets (MIT). Ela é bolsista de produtividade do CNPq, Jovem Cientista do Nosso Estado (Faperj) e Pró-Ciência (Uerj).

Ela começou agradecendo à Comissão que os selecionou para integrar o corpo de Afiliados da ABC, avaliando que são merecedores da honra de fazer parte da Academia. Nakédia destacou que cientistas estão sempre preocupados em divulgar a ciência para a sociedade, atrair alunos e que agora essa responsabilidade será maior, pois carregam o nome da ABC, que é uma sociedade ética e tem um corpo de pesquisadores e professores que há muitos anos inspiram os mais jovens. "Com tudo isso vem a responsabilidade de fazer com que a ciência que fazemos nos laboratórios chegue aos cidadãos brasileiros, que ajude a resolver questões como a desigualdade social", defendeu a química.

Ela argumenta que para que a sociedade entenda a ciência como algo essencial ela deve chegar na periferia, minimizando a desigualdade social, racial, de gênero. "Nosso trabalho não deve ser só teórico, ele tem que levar desenvolvimento ao pais. Há uma diferença grande entre modernizar e desenvolver um pais. Por que ainda no Brasil há pessoas morrendo de doenças negligenciadas? Nós temos soluções para muitos problemas e elas não chegam à população. Temos uma responsabilidade política como professores, educadores, formadores de opinião", acrescentou, assertiva.

Nakédia abordou a situação da Uerj. "Não há como não falar da Uerj aqui. Eu cheguei na lá há cinco anos e tive um forte sentimento de integração. Foi a primeira universidade a aderir ao sistema de cotas no Brasil, ela tem um papel fundamental. Defender a Uerj é defender o Brasil, o povo brasileiro, é defender a ciência. Porque se a Uerj faz a ciência chegar nas minorias, ela faz ciência da forma como deve ser feita", concluiu.

Encerrando os discursos, a diretora da ABC Lucia Previato ressaltou que a Uerj precisa da energia e força de todos para apoiá-la. "Na Reunião Magna nosso presidente disse que precisamos de ousadia e paixão. E eu acrescento mais um termo aqui - esperança. Vocês não podem esmorecer." 

Conheça os novos Membros Afiliados da ABC RJ 2017-2021

No meio do caminho tinha a química
Nascida em Campos, no interior do Estado do Rio de Janeiro, Nakédia Freitas Carvalho viu a química atravessar seu destino, trazendo ótimas surpresas. Primeira e única de sua família a completar os estudos em nível superior, ela hoje é pesquisadora e professora adjunta da Uerj.

Vida de inseto: biologia evolutiva na cabeça
Atraído para o universo da pesquisa por meio do Programa de Vocação Científica da Fiocruz, ainda no ensino médio, Rodrigo Nunes da Fonseca encontrou no laboratório sua segunda casa. Diretor do Nupem-UFRJ, ele estuda a vida evolutiva dos insetos, dos causadores de doença às pragas agrícolas.

Na luta contra os vírus da Zika, gripe H1N1 e Aids
A vida de atleta, iniciada na adolescência, despertou o interesse de Thiago Moreno Lopes e Souza pela biomedicina. Especialista em Saúde Pública da Fiocruz, o virologista coordena um grupo de pesquisa dedicado ao desenvolvimento de novas drogas antivirais. 

Fascinado pelo mundo da robótica
A criança que se divertia em montar e desmontar brinquedos eletrônicos, hoje leva a vida criando robôs. Com muita energia e bom humor, Tiago Roux de Oliveira dedica-se à engenharia eletrônica e telecomunicações, como pesquisador e professor na Uerj.

Do subúrbio carioca para Harvard
A curiosidade despertada desde a infância pela ciência, expressada no peculiar hábito de criar formigas em latas, levou Wagner Seixas da Silva para o caminho da pesquisa. Hoje professor adjunto da UFRJ, o biólogo teve como padrinho o pesquisador Leopoldo de Meis.

(Elisa-Oswaldo-Cruz e Thaís Soares para NABC)



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