Pesquisadores da UFRJ conseguem inativar vírus zika, dando mais um passo em direção à vacina

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Publicado em 08/12/2016

Um passo importante para o desenvolvimento de uma vacina contra o zika foi dado nos laboratórios do Instituto de Bioquímica da UFRJ e apresentado, nesta terça-feira, no evento "Resultados e Avanços da Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro". Pesquisadores anunciaram terem conseguido inativar o vírus em células e em camundongos normais e imunossuprimidos (com o sistema de defesa deficiente). Isso significa que os vírus inoculados não se replicavam. Agora, os cientistas buscam saber o quanto eles geram resposta imune e se são capazes de proteger o organismo da doença.

- Estamos na fase inicial. Uma vez demonstrada sua efetividade com camundongos, iniciamos a fase de pesquisas com primatas. Por isso, é importante trabalhar em rede - ressalta um dos coordenadores da pesquisa, o professor Jerson Lima Silva.


O pesquisador Jerson Lima, da UFRJ, estuda a inativação do vírus zika
Foto: Marizilda Cruppe / O Globo

E são nas seis redes de pesquisa apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj) que mais de 300 cientistas trabalham de forma incansável. As descobertas obtidas ao longo do primeiro ano de trabalho foram apresentadas no encontro, na Academia Nacional de Medicina, no Centro do Rio.

- O Brasil responde por 15% dos artigos publicados sobre zika no mundo, sendo que 5% desses trabalhos se devem aos pesquisadores do Rio de Janeiro. Em se tratando apenas do desempenho nacional, o estado do Rio produziu aproximadamente 35% dos artigos publicados sobre a zika - disse o diretor científico da Faperj, Jerson Lima Silva.

Criado em fevereiro deste ano para atender a necessidade do país de buscar respostas para a epidemia de zika, o programa "Pesquisa em zika, chikungunya e dengue no Estado do Rio de Janeiro - 2015" apoia seis redes de pesquisa em arboviroses, que envolvem 325 pesquisadores de importantes centros de ciência e tecnologia sediados em território fluminense.

Entre as pesquisas desenvolvidas pelas redes, estão o estudo de casos de microcefalia em recém-nascidos e síndromes neurológicas associadas à infecção pelo vírus zika, a busca por um diagnóstico sorológico precoce do zika vírus, o desenvolvimento de ações mais eficientes de controle do vetor e a criação de métodos terapêuticos para tratar a doença.

Clique aqui
para ver a matéria original do jornal Extra.


(Extra, 6/12/2016)



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