Caminho duro

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Publicado em 04/11/2016

Um dos novos membros afiliados da ABC para o período 2016-2020, Rogério Riffel não teve uma infância fácil. Nascido em Alegria, município do Rio Grande do Sul com pouco mais de 4 mil habitantes, localizado a 490 Km da capital, Porto Alegre, Riffel ajudava os pais na lavoura. Filho de pequenos agricultores, o futuro cientista andava quilômetros diariamente para poder chegar à escola. Durante essas caminhadas, observava o céu, muitas vezes antes mesmo dos primeiros raios de sol. Essa rotina, em vez de aborrecê-lo, criou um encantamento pelo céu e seus elementos.

Passou no vestibular para física na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e, no segundo semestre, começou a iniciação científica. Fez a pós-graduação na mesma faculdade, sempre acompanhado de seu irmão Rogemar, parceiro nos estudos até os dias de hoje. Graças à aproximação com o professor Marcus Copetti, Riffel começou seus primeiros estudos em astronomia.

No doutorado, os irmãos físicos foram para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o que o novo membro afiliado considerou um salto. "Na UFRGS, encontrei ótimos professores e colegas, mas, certamente, uma pessoa muito especial, é a professora Miriani Pastoriza", diz Rogério Riffel sobre a Acadêmica, membro da ABC desde 2007. "Ela foi minha orientadora e hoje é uma amiga muito querida, além de ser um exemplo que tento seguir. Não tenho palavras para expressar minha gratidão a ela."

Atualmente, Rogério Riffel se dedica a estudar galáxias de núcleo ativo, que possuem um buraco negro supermassivo em seu centro. O astrônomo conta que um "efeito colateral" dessa pesquisa é a construção de telescópios de 40 metros de diâmetro e satélites com espelhos de 6 metros de diâmetro. Também é consultor ad hoc da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Disse considerar a nomeação como membro afiliado da ABC um reconhecimento por seu trabalho e afirmou estar muito honrado. "Pretendo atuar para incentivar mais jovens a fazerem ciência e, com isso, ajudar a transformar o Brasil", disse Riffel.

Nas horas vagas, o físico gosta de viajar, jogar futebol, fabricar e degustar cervejas e assistir filmes e séries com a esposa. "Certamente não teria chegado aonde cheguei sem o constante apoio e incentivo de minha amada esposa Deise, que me acompanha há 14 anos", diz o cientista.


(Samil Chalupe para NABC)



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