Cientista tardio

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Publicado em 04/11/2016

Nascido em Erechim (RS), onde viveu até os 18 anos, o membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC) - Regional Sul, Marcelo Farina, eleito para o período de 2015 a 2019, é o irmão do meio de um trio de rapazes, filhos de uma professora de matemática e de um bancário. Durante a sua infância, Marcelo estudava de manhã e, enquanto os pais trabalhavam à tarde, ele brincava na rua, andando de carrinho de rolimã e bicicleta, atirando com estilingue e jogando bola. Mas desde essa época já tinha interesse pelas ciências exatas, como matemática e física.

Em busca da realização profissional

Saiu de sua cidade para estudar farmácia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e, após formado, retornou a Erechim para trabalhar em um laboratório na parte de análise clínica, atividade que, confessa, não lhe trazia satisfação profissional.

Buscando novas oportunidades, candidatou-se para o mestrado em bioquímica toxicológica, na UFSM, no mesmo departamento em que fez a iniciação científica.

"Falei por telefone com [o Acadêmico] João Batista Teixeira da Rocha, um dos responsáveis pela criação do curso", conta Farina. "Lembro-me de ouvir [ele dizer]: 'Se queres trabalhar, o que não falta aqui é trabalho'". Após essa conversa, Farina abandonou o emprego no hospital de Erechim e voltou a Santa Maria para trabalhar voluntariamente como estagiário de laboratório de pesquisa. "Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que este período como voluntário em Santa Maria despertou meu interesse em ciência. O professor Teixeira me serviu como modelo e influenciou minha visão de futuro."

Uma nova concepção de ciência

Marcelo Farina relembra que o período como estagiário no laboratório da faculdade ajudou a mudar a sua forma de ver a ciência. "Durante a graduação, eu gostava muito do conhecimento adquirido a partir da leitura de livros de bioquímica, farmacologia, fisiologia, dentre outros", relembra. Porém, o hoje doutor em bioquímica reconhece que não se dava conta de como esse conhecimento era gerado. "Durante o mestrado e doutorado, ficou cada vez mais clara a compreensão de que eu também poderia contribuir para a geração deste conhecimento que estava nos livros que lia durante a graduação", conta.

Na ABC, uma nova oportunidade

Para Farina, o seu período como membro afiliado da ABC significa uma oportunidade de estar em contato com cientistas e pesquisadores renomados do Brasil e do mundo para aprender com eles e também expor suas ideias e pesquisas.
 
O cientista ainda ressalta a importância de trazer cientistas jovens para a Academia. "As experiências e atividades recentes dos novos membros afiliados podem servir de embasamento para a avaliação da atual situação da ciência desenvolvida no país, assim como para a possível percepção de necessidade de mudanças. Acredito que há formas interessantes de nós contribuirmos para a ABC", avalia.

(Samil Chalupe para NABC)



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