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  Mercado de Trabalho

Seguindo a mesma trilha que o emprego em geral, o mercado de trabalho para os que fazem pesquisa é sombrio em quase todo o mundo, em parte devido à depressão dos anos 90, em parte por causa da saturação mas também porque os governos não têm uma noção correta do que significa pesquisa científica. Para alta proporção das pessoas, inclusive políticos, o cientista é uma pessoa excêntrica, de cabelos alvoroçados, óculos de aros pretos e espessos, que persegue objetivos inalcançáveis, o que torna sua atividade inútil. Quando não inútil, sua atividade é perniciosa porque ele maltrata animais e inventa armas. Não estranha que haja um movimento anticiência muito ativo em vários países; nos Estados Unidos existem associações bem organizadas que lutam contra a ciência, dispondo para isso de centenas de milhões de dólares, recolhidos da estupidez de muitos milhares de contribuintes.

Esse conceito resulta, evidentemente, da ignorância. Quantas pessoas se dão conta de que por trás da tela de um televisor há pelo menos 4.000 anos de investigação científica? Pouquíssimas, certamente. E quantos sabem que a expectativa de vida de nossa espécie é de apenas 30 anos, como era no passado remoto, quando apenas alguns privilegiados genéticos conseguiam passar dos 50 anos, e que hoje chegamos aos 80 ou 90 anos de idade porque foi a ciência que possibilitou conhecer os mecanismos de muitas doenças e como evitá-las? Contrastando com isso, um fato auspicioso e de conseqüências teóricas relevantes é o que aconteceu quando uma entrevistadora saiu a campo em favelas de São Paulo, perguntando a suas moradoras o que elas queriam que seus filhos se tornassem quando adultos: futebolistas, artistas, médicos, cientistas ou o quê? Desconhecendo o significado de “cientista” muitas lhe perguntaram o que era; ao saberem do que se tratava a maioria optou pela carreira de cientista para seus filhos... No entanto, aos que gerem os países não faltam quem lhes diga o que é um cientista e o que é a ciência mas nem por isso eles entendem o que é pesquisa científica...

A França, que está sempre entre os países que mais produzem conhecimento científico e que mantém um sistema muito eficiente de empregar pesquisadores (que deveríamos adotar no Brasil) , contava em 1997 com cerca de 30% dos doutores com bolsa de estudo, em programas de pós-doutoramento na França ou em outros países, e 15,5% sem nenhum vínculo ou seja mais da metade dos formados no último ano sem emprego; 10% trabalhavam sob contrato precário a curto prazo. Dos doutores, 7% foram para o ensino secundário, 6% para a administração pura e simples. Muitos foram trabalhar nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Por essa razão os franceses, velada ou patentemente, estão pedindo aos pesquisadores estrangeiros que se encontram na França que voltem a seus países, pois não há emprego para os próprios franceses que se doutoram. Na Alemanha e no Japão, também sempre entre primeiros países produtores de ciência, os professores pesquisadores que se aposentam são obrigados a sair imediatamente das instituições em que trabalham, para criar vagas para jovens doutores sem trabalho. O problema do desemprego afeta também outras carreiras de nível universitário, não só os pesquisadores. Na Alemanha existem atualmente 10.000 médicos sem trabalho, muitos trabalhando como motoristas de taxi, empregados em indústrias, outros fazendo o que podem para sobreviver, simplesmente porque há superprodução de médicos, situação que já começamos a enfrentar no Brasil e que se tornará gravíssima em poucos anos.

No que diz respeito a nosso país, vejo com apreensão o futuro. A qualidade da ciência que aqui se pratica nada deve à dos países mais civilizados porém a quantidade deveria ser bem maior em números absolutos e principalmente relativos. Nossos governantes, como a maioria dos de outros países, não compreendem a necessidade de a pesquisa ser prioritária; seu imediatismo primário só entende como pesquisa a que “põe produtos nas prateleiras”, como dizia uma ex-ministra brasileira que pontificava em 1990. Eles não sabem que tecnologia é ciência aplicada. Essa incompreensão é generalizada. O forte suporte que se dá à ciência nos Estados Unidos, no Japão, na Alemanha e na China não tem por objetivo a magna razão da pesquisa: descobrir a estrutura completa do Universo e saber como ela funciona, em todas as suas manifestações. Tal apoio visa direta ou indiretamente à industrialização do conhecimento, nem é para melhorar a educação e o nível de vida das populações. O conceito de Biologia molecular tem mais de 130 anos porém seu grande progresso nas últimas décadas demonstra essa asserção de forma perfeita: tudo o que pode ser patenteado está sendo patenteado, muito embora a ciência seja patrimônio da Humanidade e não de empresas nem de governos.

Um fato relatado há alguns anos por uma revista americana de Astronomia revela um pouco do que está por trás do apoio à ciência. Os grandes telescópios da California (sobretudo os Mount Wilson e de Mount Palomar) estão-se tornando inviáveis por causa do alto grau de iluminação da costa do Pacífico, resultante do crescimento exagerado de Los Angeles, San Francisco, San Diego e muitas outras cidades do litoral californiano. A Associação Americana de Astronomia patrocinou um estudo amplo sobre esse problema e decidiu que novos locais teriam de ser escolhidos para instalação de grandes telescópios. Após cuidadoso estudo optou-se pelo Arizona, cujas montanhas se situam a grandes distâncias de centros urbanos iluminados. O projeto proposto ao governo dos Estados Unidos pelos astrônomos, que previa um custo de 500 milhões de dólares (o custo de um avião de bombardeio de longa distância), foi examinado por uma comissão do Senado americano, como sóe acontecer. Um dos senadores membros da comissão fez uma pergunta histórica aos seus colegas: “Mas para que eles querem mais telescópios? Eles têm tantos!.” Diante de tão inteligente pergunta-resposta, que revelava grande cultura científica por parte do perguntador, a comissão decidiu não aprovar o projeto quando de repente um dos senadores exclamou: “Ah, esperem, o senador XXX disse-me que tinha interesse (evidentemente eleitoral...) em que esse projeto fosse aprovado.” - “Ah, sim? Então está aprovado...” Nosso ex-presidente Figueiredo foi flagrado cochichando para um de seus assessores ao sair de uma reunião da Academia Brasileria de Ciências para a qual havia sido convidado: “Que é que essa gente quer, ganhar o prêmio Nobel? “ É para isso que serve a ciência, ganhar o prêmio Nobel (que significa dinheiro) e patentear descobertas (idem).

Outro exemplo entristecedor do que a ciência é para os políticos é o que sucede com os pesquisadores russos. Um país que chegou a ter melhor pesquisa em Matemática do mundo, que exibia uma Física primorosa e uma Engenharia respeitada, está perdendo milhares desses profissionais cada ano. Diz-se jocosamente que o idioma oficial no Departamento de Matemática da Universidade Harvard é atualmente o russo, tal o número de russos que lá trabalham. Empresas industriais americanas vêm pagando (dizem que apenas US$100.oo por mês) a físicos russos para que façam pesquisa para elas na própria Rússia. O que se conseguiu de progresso científico naquele país em muitas décadas (embora com fins precipuamente militares) foi quase destruído em poucos anos. Curioso, entretanto, é que a Rússia põe em órbita (como os Estados Unidos) vários satélites-espiões por ano, embora não haja mais guerra fria.

Os governantes dizem, com um pouquinho de razão, que não podem tirar dinheiro de obras sociais para empregá-lo em pesquisa científica. Entretanto, há que buscar outras razões, adicionais, para explicar a desproporção entre o que nós desejamos e o que os governos podem conceder. Há mais de um motivo porém a mim me parece que há uma discrepância muito séria entre a oferta e a procura de pesquisadores. Tive oportunidade de vivenciar um problema de desenvolvimento científico nos Estados Unidos em 1958 e em 1968, duas ocasiões em que trabalhei em Nova York. Em 1958 os americanos curtiam a dor de não terem sido os primeiros a pôr em órbita um satélite da Terra, o que significava para muitos inferioridade da ciência americana em relação à soviética, evidentemente uma tolice. Por isso, o governo americano tomou a deliberação de incentivar a formação de mais pesquisadores. O resultado dessa decisão não bem planejada apareceu dez anos mais tarde, quando encontrei doutores em Física cuidando de biotérios, pois não conseguiam emprego como físicos. Formou-se um número de pesquisadores muito maior do que o mercado poderia absorver e o desemprego apareceu fortíssimo. O desencanto subseqüente dos jovens americanos com a carreira científica persiste até hoje; admite-se que dentro de uns dez anos cerca de 50% dos pesquisadores dos Estados Unidos sejam estrangeiros, sobretudo asiáticos.

Uma solução para esse desequilíbrio, responsável pelo descalabro que mencionamos acima a respeito do que acontece na França e na Alemanha, é o estudo sério e preciso do que o mercado poderá absorver em prazo conhecido. Há exemplos, poucos mas interessantes, do equilíbrio que impede a superprodução de profissionais em determinada área. Na Inglaterra existem atualmente cerca de 200 neurocirugiões; não se abrem vagas para residência nessa especialidade médica em número maior do que o que resulta da morte ou aposentadoria de neurocirurgiões em atividade. Na antiga União Soviética calculava-se, nos seus famosos planos quinqüenais (freqüentemente mal planejados...), com fundamento no balanço entre necessidades, aposentadorias e mortes nos próximos cinco anos, quantos individuos deveriam graduar-se em Medicina, em Engenharia, em Química, em Física, Matemática etc. Creio que medida similar deveria ser adotada em todos os países, a fim de se evitar superprodução de pesquisadores. Imagine-se a responsabilidade que assumimos quando aceitamos um jovem graduado que deseja pós-graduar-se, com a ilusão de que conseguirá emprego quase automaticamente quando se doutorar. É preciso que realizemos urgentemente um estudo que nos permita saber qual será a disponibilidade de trabalho para nossos pós-graduandos dentro da próxima década, a fim de que se possa planejar com honestidade o número de doutores a formar.

O crescimento da ciência brasileira nos últimos 50 anos foi vertiginoso em quantidade e em qualidade. Lembrando o quadro específico da Fisiologia, que conheço bem, no congresso da SBPC de 1949, o primeiro que se realizou, foram apresentadas 6 comunicações, todas com um autor comum, o prof. Paulo Sawaya, fundador da Fisiologia Comparada no Brasil. Nos últimos anos, passado meio século, chegam a ser apresentadas mais de 200 comunicações, o que representa um crescimento de cerca de 4.000%. Por certo algo parecido ocorreu com a Bioquímica, a Farmacologia, a Física, a Química, a Matemática, a Geologia e outros campos da ciência.

Estamos formando cerca de 6.000 doutores cada ano nas várias áreas em que temos pós-graduação. O atual ministro de Ciência e Tecnologia, evidentemente despreparado para exercer sua missão, promete aumentar para 10.000 esse número, quando deveria trabalhar para conseguir emprego para os doutores já existentes. O CNPq nos cobra a formação de muitos doutores, a FAPESP, a CAPES, a FINEP e outras instituições financiadoras oficiais de pesquisa também o fazem. Desses milhares de jovens doutorados quantos encontram emprego? Não se sabe ao certo, apesar de já existirem estatísticas a esse respeito, nas quais não creio. Estou certo de que nossa situação é bem pior do que a da França, que citei acima. As vagas nas universidades que têm condições de sustentar pesquisa são escassas. Quando se abre um concurso para uma vaga em uma Universidade do Centro-Sul inscrevem-se 20 a 30 candidatos, a maioria já com estágios no exterior e vários artigos publicados. Que fazem os não escolhidos? Sabe-se lá! A indústria contrata poucos pesquisadores, a maioria como vendedores. Quantos engenheiros eletrônicos formados por ano encontram emprego realmente técnico? Uma minoria; os felizardos que conseguem empregar-se passam a vestir paletó e gravata e iniciam a carreira de vendedor logo após a formatura... Diz-se que há muita vaga para professor, já que universidades do Norte e do Nordeste ainda oferecem vagas. Não se diz, porém, que são poucas e que suas condições para efetuar pesquisa deixam muito a desejar, talvez mais por falta de lideranças do que de apoio financeiro, já que há uns poucos mas magníficos exemplos de pesquisadores de alto nível em Fortaleza, em Belém, em Recife, em Natal, em Salvador. Os formados no Sul-Sudeste raramente se dispõem a buscar emprego nas universidades do Norte e do Nordeste do país.

Que fazer para resolver esse problema? Uma resposta sensata a essa pergunta crucial é difícil de se encontrar. Entretanto, alguma solução eficiente deve ser arquitetada a curto prazo.

  1. Uma solução, urgente a meu ver, é a redução drástica do número de vagas disponíveis em pós-graduação, fundamentada em um estudo sério sobre a desproporção entre o número de doutores que formamos e a disponibilidade de vagas em cada área.
  2. Outra solução, absolutamente necessária sob vários aspectos, é obrigar todas as faculdades particulares a contratarem certo número de professores (real, não fictício, como ocorre em algumas) em tempo integral e com condições aprovadas por órgãos governamentais (sérios) para trabalho acadêmico. Sei que essa solução, que a decência obriga seja adotada, é de difícil consecução porque é grande a força política dos proprietários dessas escolas, que não permitirão tal obrigatoriedade. Em 1995 havia no Brasil 127 Universidades, das quais 39 federais, 29 estaduais, 4 municipais e 55 privadas e 700 faculdades avulsas. Estavam matriculados nessas instituições 1.660.000 alunos, dos quais 690.000 nas oficiais e 970.000 nas privadas. A situação atual não deve ser hoje muito diferente dessa mas há que considerar que anualmente dezenas de faculdades são autorizadas a funcionar em todo o país, a maioria possibilitada por manobras políticas indecorosas. O número de alunos em instituições superiores privadas é, por conseguinte, muito maior do que o dos que estudam em universidades e faculdades oficiais. Um número razoável de universidades governamentais faz pesquisa e emprega pesquisadores ativos. Dentre as universidades privadas, porém, talvez só a PUC do Rio de Janeiro faça pesquisa rotineiramente e de boa qualidade e tenha professores em tempo integral em atividade acadêmica séria. Se as faculdades privadas fossem obrigadas a contratar professores em tempo integral segundo uma proporção adequada entre professores e alunos, o mercado de trabalho teria imediata e imensa ampliação de vagas para os doutores.
    A Universidade de São Paulo, que atende a mais de 40.000 alunos, tem cerca de 4.000 docentes, o que significa uma relação aproximada de um professor para cada 10 alunos, que é reconhecidamente uma das mais altas do mundo. Na maioria das Universidades de países avançados há muito menos professores por aluno do que na USP. Se a mesma proporção fosse obrigatória para as faculdades particulares teríamos subitamente um mercado de trabalho de 97.000 vagas. Certamente empregaríamos todos os doutores já formados e por formar na próxima década. Mesmo que se dividisse por 10 essa relação, ainda teríamos um mercado de trabalho de 9.700 novas vagas, suficiente para absorver jovens doutores por uns poucos anos. Ainda assim, seria necessário limitar depois de três ou quatro anos o número de doutores formados por ano, a fim de evitar novamente o acúmulo de desempregados.
    Dois fatos vinculados ameaçam a disponibilidade de vagas em futuro de médio prazo: 1) a possibilidade de as universidades oficiais brasileiras serem privatizadas não é remota, pelo contrário, os governos federal e estaduais estão ansiando por isso; 2) se houver privatização, é óbvio que elas serão adquiridas preferencialmente pelos proprietários das universidades privadas atuais; e uma das primeiras medidas que as empresas privatizadas tomam é reduzir o pessoal, tal como ocorre quando dois ou mais bancos, duas ou mais indústrias ou empresas comerciais se fundem: demissão em massa. Como resultado, o mercado de trabalho se reduzirá ainda mais.
  3. A terceira solução, caso não haja privatização das universidades oficiais, é a criação de uma carreira paralela de pesquisadores, pela qual tenho muita simpatia e tenho propugnado junto ao CNPq e outras instituições federais. Essa solução tem de ser semelhante à que a França adotou na década de 60, quando De Gaulle, para levar de novo seu país para o rol dos mais avançados do mundo, resgatou as universidades francesas ao criar o INSERM e o CNRS. Os Laboratórios criados por essas duas instituições agregaram-se às universidades, criando muito ciúme porém muita emulação, do que resultou que hoje a França é uma das principais nações produtoras de conhecimento, sendo a segunda mais ativa em Astronomia, por exemplo.

O sistema criado na França, como acontece com qualquer outro, começou a criar vícios e alguns defeitos foram crescendo. Os titulares de alguns laboratórios tornaram-se algozes e seus colaboradores não têm liberdade de escolher seus temas de trabalho. Outro problema muito grave, que não é novidade mas apenas a consolidação do que sempre ocorreu, é a pequena mobilidade dos pesquisadores, criando-se forte endogenia, a qual, por sua vez, tende a manter em certo laboratório sempre as mesmas linhas de pesquisa. O governo francês afinal deu-se conta desse sério entrave ao progresso científica e está tratndo de solucioná-lo. A Constituição da França, como a da maioria dos países democráticos, impede que se obriguem os formados egressos de uma Universidade a buscar emprego em outra. O governo francês está buscando medidas que possam obviar esse entrave. Melhor do que isso, entretanto, é que recentemente o CNRS criou 5.000 novos empregos para pesquisadores, tratando de cobrir os 3% de renovação anual dos pesquisadores.

A endogenia é um problema a resolver no Brasil, já que a maioria dos doutores formados no Centro-Sul quer permanecer nessa região, se possível em suas próprias faculdades. Nos Estados Unidos o problema da endogenia resolveu-se pelos salários diferenciados e pelos recursos de que quase todas as universidades dispõem, o que facilita a ida de alguém formado em Boston ou Nova York para o Arizona ou para o Alaska. Na Alemanha a endogenia é evitada formalmente pela proibição de um formado em dada Universidade continuar a trabalhar nela. Só mais tarde os egressos de uma Universidade podem retornar a ela, competindo com outros por uma vaga. Os contratos geralmente são de 3 a 5 anos, renováveis até dez anos, após o que cada pesquisador tem de buscar novo emprego. Esse sistema é um tanto cruel mas cria uma mobilidade notável, que homogeiniza a qualidade das universidades e da pesquisa em todo o país. Somente os professores catedráticos, às vezes escolhidos dentre 90 a 100 candidatos, têm emprego vitalício. A propósito, o Brasil deveria adotar o sistema de ensino que prevalece na Alemanha, na qual o ensino primário e secundário é de responsabilidade municipal e o superior é de responsabilidade estadual. O governo federal não tem universidades, apenas sustenta boa parte da pesquisa. Quantos problemas seriam resolvidos neste país se se adotasse esse sistema!

Creio que as Sociedades científicas devem unir-se para levar aos governos federal e estaduais as duas reivindicações que aqui proponho: obrigatoriedade de todas as instituições universitáriarias privadas contratarem determinado número de professores em real tempo integral e com obrigação de produzirem conhecimento, e a criação de uma carreira paralela de pesquisadores, semelhante à que devolveu à França sua posição de proa entre as nações com atividade científica.



Prof. Cesar Timo-Iaría - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo