Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso,
Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente da República, Marco Maciel,
Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação, Paulo Renato de Souza,
Excelentíssimo Senhor Ministro da Ciência e Tecnologia Ronaldo Sardenberg
Excelentíssimo Senhor Presidente da CAPES, Abílio Baeta Neves
Profa. Ruth Cardoso, Presidente do Conselho do Comunidade Solidária
Ser escolhido para receber o Prêmio ANISIO TEIXEIRA é uma honra mas é, também, uma responsabilidade. Em nome dos que foram indicados agradecemos à CAPES a honrosa distinção. A responsabilidade decorre de ser patrono do Prêmio o Professor Anísio Teixeira, que ocupa uma posição ímpar entre os educadores brasileiros e é um exemplo a ser seguido. Na criação da Universidade do Distrito Federal, em 35, como idealizador da Universidade de Brasília, em 61, como primeiro secretário Geral da CAPES em 51 e como diretor do INEP, de 51 a 61, Anísio Teixeira se destacou como intelectual, educador e, reconhecidamente, como um dos maiores filósofos da educação, defensor da Escola e da Universidade Públicas em nosso País. Dele são conceitos sempre atuais que "a educação não é um privilégio, mas um direito de todos", que "defender a democracia é defender a educação" e que " a Universidade é, na sociedade moderna, uma das instituições características e indispensáveis, sem a qual não chega a existir um povo".
Aos que recebem o Prêmio Anísio Teixeira associam-se todos os que receberam a Medalha Comemorativa dos 50 Anos da CAPES, no agradecimento à Agência, nas pessoas do Presidente Abílio Baeta Neves e do Ministro da Educação Paulo Renato de Souza.
Festejamos hoje os 50 anos da criação da CAPES, testemunhando a fidelidade sempre mantida no cumprimento de sua missão institucional e o sucesso extraordinário na implantação e no desenvolvimento da pós-graduação brasileira. Comemoramos, também, o sucesso de uma parceria profícua, mantida entre a Agência Governamental, a Universidade e a comunidade acadêmica nacional. De fato, tendo uma estrutura relativamente pequena, mas contando com diretores e funcionários competentes, inteiramente dedicados à causa da pós-graduação, a CAPES conseguiu sensibilizar e mobilizar docentes e pesquisadores para a tarefa de multiplicar o seu número, aprimorar a qualidade, criando uma base científica nacional invejável, das mais relevantes entre os países em desenvolvimento. Foi e é uma experiência genuinamente nacional, onde os núcleos mais experientes estimularam a criação de novos, tudo associado a uma experiência permanentemente avaliada e reavaliada. Criaram-se, assim, parâmetros de excelência e qualidade até então inexistentes nas atividades universitárias do País, claro que, a cooperação internacional foi e continua sendo fundamental. Avaliação, reconhecimento do mérito e da qualidade são práticas que a Universidade Brasileira aprendeu com a CAPES. O sucesso se traduziu no número e na qualidade dos doutores formados: 500 no início de 80; 1.500 no início de 90, 5.000 a 6.000 no início de 2.000, e na produção científica, que cresceu em ritmo semelhante.
O esforço pioneiro e estratégico da CAPES e das universidades públicas, onde ocorreu principalmente a formação dos doutores, às vezes não é devidamente apreciado e reconhecido quando se discute a expansão do número de alunos na universidade brasileira. Não foi tarefa fácil para a Universidade Pública formar a maioria dos doutores que temos, mas são eles que responderão pela expansão de vagas, com qualidade, no Ensino Superior no País.
É dia de festa e aqui estamos todos para comemorar e aplaudir os feitos da CAPES nos seus 50 anos de existência. É tranquilizador, também, saber que continuaremos contando com a liderança da CAPES para enfrentar os novos desafios, muitos deles decorrentes do próprio sucesso da pós-graduação. Há que aumentar o número de doutores, insuficiente ainda para atender às necessidades nacionais. Mas há que aproveitar logo os novos doutores, para aumentar os grupos de pesquisa e distribuí-los mais eqüitativamente nas diferentes regiões do País. Há também que aproveitá-los nas universidades onde, como já foi frisado, temos que aumentar o número de alunos. Há igualmente que criar as condições para que eles sejam incluídos no setor produtivo, onde é preciso usar o conhecimento para acelerar o desenvolvimento e melhorar as condições de vida de cada um dos brasileiros.
Finalmente, há que considerar em toda a sua extensão uma política geral de formação de pessoal para um novo Brasil mais justo.
São tarefas complexas, que cabe ao Governo e à sociedade como um todo enfrentar. A tradicional parceria entre a CAPES, a Universidade e Comunidade Acadêmica é garantia de sucesso nos novos desafios.
Parabéns à CAPES pelos 50 anos!
A todos que nela trabalharam e trabalham, nossos agradecimentos, nas pessoas do atual Presidente Abílio Baeta Neves e dos ex-diretores, muitos deles aqui presentes.
Parabéns ao Presidente Fernando Henrique Cardoso e ao Ministro Paulo Renato de Souza, pelo apoio que dão à CAPES e à causa da formação dos recursos humanos qualificados como fator estratégico para a educação e o desenvolvimento sócio-economico de nosso País que será obtido pelo uso generalizado dos instrumentos de C&T.