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Umberto Cordani eleito para a Académie des Sciences de l’Institut de France

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Publicado em 4/01/2010

Em sessão no dia 8 de dezembro de 2009, a Académie des Sciences de l’Institut de France (Academia Francesa de Ciências) elegeu 18 novos membros estrangeiros, entre eles o brasileiro Umberto Cordani.

Escolhido "por entre os cientistas estrangeiros mais eminentes" (artigo 27 dos Estatutos) para a Seção Ciências do Universo, Cordani passou a pertencer a uma instituição mundialmente reconhecida que data de 1666, quando o principal ministro do rei Luís XIV, Colbert, decidiu organizar reuniões periódicas entre os mais relevantes cientistas franceses.

A Academia Francesa de Ciências, denominada originalmente Academia Real de Ciências, esteve na vanguarda dos desenvolvimentos científicos nos séculos XVI e XVII. É uma das cinco academias agrupadas no Institut de France e reúne os mais importantes cientistas e pesquisadores franceses, contando também com alguns estrangeiros, funcionando num sistema de eleição por corpos acadêmicos. Ela tem por missão encorajar e proteger o espírito de pesquisa e contribuir para o progresso das ciências e suas aplicações.

Detentora de enorme reputação internacional, a Academia Francesa de Ciências já ganhou diversos prêmios, como o Descartes-Huygens, o Microsoft da Royal Society, o Richard-Lounsberry, entre outros. Justifica-se, dessa forma, o sentimento de orgulho em ter cientistas brasileiros ingressando em tão prestigiosa instituição, após serem eleitos por tão eméritos homens e mulheres da ciência.

O eleito

Nascido na Itália em 1938, Umberto Cordani tornou-se brasileiro em 1960, ano em que se graduou em Geologia pela Universidade de São Paulo. Em 1963, fez estudos de especialização em Geocronologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e em seguida, juntamente com Dr. John H. Reynolds, seu orientador, Dr. Cordani participou da instalação e funcionamento do Centro de Pesquisas Geocronológicas da Universidade de São Paulo. De 1987 a 1991, foi Diretor do Instituto de Geociências da USP e de 1993 a 1997 foi diretor do Instituto de Estudos Avançados da mesma Universidade. Foi professor visitante na Universidade Livre de Bruxelas na Bélgica, Universidade do Chile em Santiago, Universidade do Texas em Dallas, Universidade de Oxford na Inglaterra, Universidade da Califórnia em San Diego e Universidade de Estudos de Milão na Itália.

Nos últimos anos, publicou vários trabalhos relacionados com desenvolvimento socioeconômico e o papel da Geologia na Sociedade. Esteve entre os criadores do Centro de Pesquisas Geocronológicas da USP, e até o presente possui mais de 120 artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais, cerca de 20 livros e capítulos de livros, bem como cerca de 100 publicações completas (além de mais de 200 resumos e resumos expandidos) oriundas de congressos e similares.

Cordani agora faz parte do seleto grupo de quatro cientistas brasileiros e membros da ABC eleitos para a Academia francesa, somando-se ao matemático Jacob Palis  (IMPA), à astrônoma Beatriz Barbuy e o neurocientista recém eleito para a ABC, Miguel Nicolelis.




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