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SUS: terapias alternativas

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Publicado em 21/03/2018

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Academia Nacional de Medicina (ANM) enviaram na segunda-feira, 19 de março, carta ao ministro da Saúde, Ricardo José Magalhães Barros, onde manifestam "grande preocupação" com a recente decisão da pasta de introduzir no Sistema Único de Saúde (SUS) dez novas terapias alternativas. Foram incluídas práticas como aromaterapia, cromoterapia, hipnoterapia e terapia de florais.

No documento, as instituições destacam que o SUS, grande conquista dos brasileiros, "passa hoje por uma grave crise financeira, tendo dificuldades de oferecer à população o atendimento médico necessário e os medicamentos básicos necessários para o tratamento de várias doenças crônicas e em manter o funcionamento minimamente satisfatório de hospitais públicos do país".

A ABC e ANM entendem que "existem alguns preceitos validados internacionalmente que são utilizados na decisão da inclusão de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde". Entre eles: o benefício resultante à população atendida, o impacto no custo da assistência, a capacidade do sistema em oferecer a nova tecnologia de maneira uniforme e justa a todo sistema de saúde, e, de forma importante, dispor de evidências de que a tecnologia oferecida tenha eficácia e, portanto, justifique o custo de oferecê-la.

Para as entidades, "parece profundamente contraditório", num cenário de profunda crise que afeta a saúde pública brasileira, alocar recursos em "terapias de duvidosa eficácia clínica". Além disso, de acordo com ABC e a ANM, a disponibilidade dessas terapias de modo indiscriminado "pode levar muitos pacientes a retardarem de modo inadequado terapias comprovadamente efetivas", com prejuízos irreversíveis à saúde. Confira a carta na íntegra.


(Ascom ABC)



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