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Rodrigo Correa de Oliveira (CORRÊA-OLIVEIRA, R.)

Ciências Biomédicas
Membro Titular
Ingresso em 28 de abr de 1999
E-mail

Rodrigo Corrêa-Oliveira nasceu em Belo Horizonte em 1956, filho de Antônio Correia de Oliveira e Cecília Coelho Correia de Oliveira. Graduou-se em Biologia pela UFMG em 1980 quando se casou com Andréa de Carvalho Gazzinelli, com a qual teve duas filhas, Ana Carolina Gazzinelli de Oliveira e Juliana Gazzinelli de Oliveira. Já no início de sua formação acadêmica interessou-se pela imunologia, passando a trabalhar como bolsista de Iniciação Científica no Laboratório de Imunologia de Parasitas sob a orientação do Prof. Tomaz Aroldo da Mota Santos, seu orientador de mestrado. Em 1981 obteve o título de Mestre em Bioquímica pela UFMG. No início de 1982 mudou-se para os Estados Unidos onde obteve, em 1985, o título de Ph.D. em Imunologia pela Johns Hopkins University. Durante sua estada nos EUA, trabalhou com o Dr. Alan Sher no National Institutes of Health, seu orientador de tese de Ph.D., tendo publicado 12 trabalhos relacionados a análise do controle genético da resposta imunitária responsável pela eliminação do Schistosoma mansoni em animais vacinados com cercária irradiada e descrevendo o gene principal recessivo rsm-1. Em sua tese mostrou, ainda, a importância da resposta imunológica celular e do papel do interferon gama (IFNg) na resistência à infecção. De volta ao Brasil em 1985 iniciou seus trabalhos na avaliação da resposta imunológica humana contra a infecção pelo S. mansoni, como pós-doutor sob a orientação do Prof. Giovanni Gazzinelli . Em 1986, ingressou por concurso público (1o lugar) no Centro de Pesquisas René Rachou, CPqRR, Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ, em Belo Horizonte, sendo hoje pesquisador titular e chefe do laboratório de Imunologia Celular e Molecular, onde se dedica a estudos de mecanismos de regulação da resposta imunitária, de resistência a infecção/reinfecção e identificação de antígenos com potencial para utilização como vacinas contra a infecção pelo S. mansoni. Durante esse período descreveu um grupo de indivíduos residentes em áreas endêmicas para a esquistossomose que, apesar de apresentarem contato contínuo com águas contaminadas, não se infectavam, observação considerada de grande impacto para o entendimento do papel do sistema imunológico na resistência a infecção pelo S. mansoni. Em 1991, com o objetivo de aprimorar seus estudos em fatores solúveis (citocinas), estagiou no DNAX Research Institute na Califórnia, onde estudou o efeito de citocinas sobre a diferenciação de células T auxiliadoras do tipo 1 e 2. Voltando ao Brasil, continuou seus estudos sobre citocinas e doenças endêmicas, focalizando principalmente esquistossomose e doença de Chagas. Seus estudos de esquistossomose mansoni humana demonstraram que a IL-10 tem papel central no controle da morbidade nessa endemia. Estudos recentes, tanto em doença de Chagas como na esquistossomose, demonstraram que o IFNg pode intervir na patologia da doença e no desenvolvimento de resistência a infecção. Em doença de Chagas vem investigando o papel do sistema imunológico no desenvolvimento da lesão chagásica cardíaca e digestiva. O Dr. Corrêa-Oliveira tem colaborado, ainda, na formação de novos grupos de pesquisa. Nesse contexto, vale ressaltar sua contribuição para a formação de pessoal, assim como implementação de um laboratório de pesquisa em Imunologia na Universidade do Vale do Rio Doce, UNIVALE, em Governador Valadares, Estado de Minas Gerais. O laboratório foi implementado com recursos obtidos pelo Dr. Corrêa-Oliveira junto a FAPEMIG e é considerado um marco importante para o crescimento científico da UNIVALE e para a formação de novos pesquisadores. O Dr. Corrêa-Oliveira mantém projetos de pesquisa em colaboração com a referida Universidade, incluindo a formação de recursos humanos. Mais recentemente, detectando a necessidade de ampliar o trabalho de campo, fez uma associação com professores da Escola de Enfermagem da UFMG. Este projeto desenvolvido dentro da concepção da gestão ambiental, conta com a participação da comunidade para o seu desenvolvimento e implementação e objetiva a melhoria das condições de saúde da população local e controle da esquistossomose. Desde o início de sua carreira, publicou 85 trabalhos científicos, orientou 11 estudantes de iniciação científica, 9 teses, quatro de doutorado e cinco de mestrado e 6 pós-doutores. Para o desenvolvimento de seus trabalhos de pesquisa tem obtido financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, CNPq/PRONEX, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Organização Mundial da Saúde (OMS), Mercado Comum Europeu (EEC) e Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Estes projetos permitem a participação de colaboradores do Brasil e de vários países, facilitando, inclusive, o treinamento de estudantes brasileiros e estrangeiros. Em reconhecimento de suas atividades científicas, o Dr. Corrêa-Oliveira participa desde 1993 de Comitês Assessores da OMS, sendo atualmente membro do Comitê de Patogênese. Em 1996 foi nomeado Membro da Câmara de Ciências Biológicas da FAPEMIG e em 1998 membro do Corpo de Assessores do CNPq na área de Imunologia.




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