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Reunião do Grupo de Estudos de Doenças Negligenciadas

Elba Regina Sampaio, Sônia Rozental, José Rodrigues Coura, Pedro Vasconcelos, Erney Camargo, Wanderley de Souza, Eloi Garcia, Milton Ozório Moraes e Manoel Barral Netto

O Grupo de Estudos de Doenças Negligenciadas, criado em 2009 pela ABC e coordenado pelo Acadêmico Wanderley de Souza , se reuniu na manhã do dia 31 de janeiro para discutir ações que deem prosseguimento aos resultados do trabalho. Participaram do encontro, além do coordenador, os Acadêmicos Eloi Garcia, Erney Camargo, José Rodrigues Coura , Manoel Barral Netto , Milton Ozório Moraes; as pesquisadoras Sônia Rozental, chefe do Laboratório de Biologia Celular de Fungos da UFRJ e Elba Regina Sampaio, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz); e o pesquisador Pedro Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas.

As ações do Grupo, desde a sua criação, resultaram num livreto intitulado Doenças Negligenciadas, publicado no ano de 2010, que vem tendo grande repercussão. A reunião teve como objetivo debater medidas para a implementação das propostas estabelecidas durante o estudo. "É necessário pensar sobre o andamento das pesquisas nessas áreas, de forma a estabelecer possíveis orçamentos para os próximos anos, integrando políticas governamentais e revisões periódicas que tenham como função checar se todos os pontos estão sendo atendidos e contemplados", ressaltou Wanderley de Souza.

As bolsas de pós-graduação e pós-doutorado, consideradas de suma importância, foram assuntos que mereceram uma atenção maior, pois, segundo os participantes, são itens valiosos que enriquecem e contribuem para o avanço e inovação da área. Outro ponto discutido foi a intenção de trazer professores visitantes de universidades estrangeiras, o que aumentaria a visibilidade do setor e possibilitaria até o aumento dos investimentos na área.

As doenças negligenciadas - como malária, doença de Chagas, dengue, tuberculose, leishmaniose, hepatites virais, entre outras - se apresentam, na grande maioria dos casos, em populações de baixa renda. Esse fator contribui para a falta de interesse das grandes empresas farmacêuticas em investir na produção de medicamentos e vacinas para tais doenças.

Mesmo ainda tendo um longo caminho a percorrer, o Brasil possui um histórico positivo na área: há um grande número de publicações em doença de Chagas, por exemplo, e o país ocupa o primeiro lugar do ranking dos que mais investem no setor, considerando apenas os países em desenvolvimento onde essas doenças são endêmicas.




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