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Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC para Mulheres na Ciência 2008

Na noite de 8 de outubro foi realizada no Golden Room do Copacabana Palace a cerimônia de premiação do Programa L’Oréal-Unesco-ABC para Mulheres na Ciência, que contemplou pelo terceiro ano consecutivo sete jovens cientistas brasileiras de excelência. Elas concorreram com pesquisas de ponta ao grant de 20 mil dólares para investir em seus projetos e desenvolvimento profissional.

Com o slogan "O mundo precisa de ciência. A ciência precisa de mulheres", o programa internacional For Women in Science foi lançado em 1998, fruto de uma parceria entre a L’Oréal e a Unesco. Este foi o primeiro reconhecimento internacional destinado a mulheres na ciência. Nestes dez anos, 52 pesquisadoras de 26 nacionalidades já foram premiadas. Três Acadêmicas brasileiras já foram contempladas com o prêmio internacional: Mayana Zatz , da USP, em 2001; Lucia Previato, da UFRJ, em 2004; e Belita Koiller , da UFRJ, em 2005.

O programa ganhou o mundo e, hoje, mais de 35 países desenvolvem iniciativas locais para o projeto. No Brasil desde 2006, o Programa para Mulheres na Ciência é resultado de uma parceria entre a L’Oréal, a Comissão Nacional da Unesco e a Academia Brasileira de Ciências. Nos últimos três anos, incluindo 2008, 19 jovens cientistas foram laureadas pelo programa brasileiro, que é exemplo de reconhecimento e incentivo às mulheres por sua grande contribuição ao progresso da ciência. Saiba mais sobre a cerimônia.


Janine Rossato, Maria Augusta Arruda, Lucielli Savegnago, Renata Capucci, Adriana Fontes, Carolina Bhering e Luciana Gonzaga

Conheça as vencedoras de 2008

Busca por eficiência no tratamento de câncer
Pós-doutorada em Física pela Unicamp e trabalhando atualmente no Departamento de Biofísica e Radiobiologia da UFPE, Adriana Fontes adaptou técnica de pinças ópticas para estudar células de pessoas com leucemia mielóide aguda.

Investigando propriedades de espaços curvos
Doutora em Matemática pela Universidade de Princeton e hoje professora da pós-graduação do IMPA, Carolina Bhering de Araújo estuda as propriedades geométricas de espaços curvos semelhantes a esferas, mas em outras dimensões.

Relação de fatores nutricionais com câncer de mama
Médica do Serviço de Oncologia do Hospital Fêmina do Rio Grande do Sul, Daniela Dornelles Rosa trabalha com a análise de fatores de risco para recidiva por câncer de mama no Rio Grande do Sul.

Entendendo a persistência da memória
Pós-doutorada em Medicina com ênfase em Neurociência, Janine Inez Rossato trabalha no Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS, onde pesquisa a persistência da memória de longa duração.

Modificando enzimas geneticamente
Pós-doutorada em Química pela Unicamp, Luciana Gonzaga de Oliveira desenvolve técnicas para tornar lipases resistentes a altas temperaturas, visando à aplicação dessas enzimas em processos industriais.

Diferenças entre homens e mulheres
Pós-doutorada em Bioquímica Toxológica, Lucielli Savegnago trabalha no Centro de Ciências da Saíde da Unipampa, onde busca comprovar cientificamente que mulheres têm mais predisposição à depressão e ansiedade que os homens.

Compreendendo enzima que gera radicais livres
Doutora em Biociências Nucleares pela UERJ, onde trabalha hoje no Departamento de Farmacologia, Maria Augusta Arruda pesquisa uma determinada enzima em diferentes situações patológicas como inflamações, doenças vasculares e câncer.

Otimizando a obtenção de ácidos linoleicos conjugados
Crestina Susi Consorti, do Instituto de Química da UFRGS, recebeu a Menção Honrosa 2008 por pesquisa com substâncias com enorme potencial para aplicações terapêuticas, farmacológicas e nutricionais.




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