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Os desafios das engenharias e os desafios das ciências do mar

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Publicado em 3/09/2012

Veja recorte de matéria do Jornal da Ciência intitulada "Especialistas sugerem políticas públicas em RH para áreas de saúde, mar, física e engenharia", refente às palestras do Acadêmico João Fernandes Gomes de Oliveira e do professor José Henrique Muelbert.

A preocupação com a falta de recursos humanos qualificados nessas áreas centralizou as palestras de especialistas que discutiram sobre o tema central "Desafios da Ciência no Século XXI", realizadas no dia 31 de agosto, na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), onde ocorreu o primeiro encontro preparatório para a sexta edição do Fórum Mundial de Ciência, que acontece no Rio de Janeiro, em novembro de 2013.

Desafios das engenharias

Em palestra sobre "Desafios da engenharia", o engenheiro e Acadêmico João Fernando Gomes de Oliveira , ex-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), destacou a falta de engenheiros especializados para atender às demandas da indústria nas áreas de tecnologia e inovação. Apenas a Petrobras, ele exemplificou, precisa de 20 mil engenheiros.

Em razão da baixa competitividade da indústria nacional, derivada do alto custo produtivo (pelo excesso de pagamento de impostos, principalmente), ele reforçou que setores como os de eletroeletrônicos deixaram de produzir internamente para serem grandes importadores chineses. Nesse caso, ele defendeu a criação de um modelo nacional integrado entre governo das três esferas, engenheiros, indústria e grupos de cientistas que possa investir em inovação e não deixar a indústria nacional morrer. "Para ter inovação é preciso que tenha empresa no mercado. Se a empresa morrer não adianta querer investir em inovação", declarou.

Desafios das ciências do mar

José Henrique Muelbert, professor da Universidade do Rio Grande do Sul, também destacou o déficit de profissionais nas áreas de ciências do mar. Sem citar números, ele declarou que a demanda de serviços para este século nessa área é considerável. Nesse caso, ele vê necessidade de criar mecanismos de monitoramento de ecossistemas de forma sustentável, a fim de analisar o impacto dos oceanos, o desenvolvimento de medidas para estudar oceanos profundos, abaixo de 2 mil metros, por exemplo, e criar novas fronteiras de conhecimentos.

Também coordenador do painel para a implementação do Sistema Global de Observação dos Oceanos GOOS, na sigla em inglês), uma rede mundial de monitoramento de oceanos apoiada por vários organismos internacionais, Muelbert observa o aumento da pressão dos oceanos, o que interfere na população das espécies, estimulado pela ação humana.


(Viviane Monteiro para o Jornal da Ciência)



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