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Ministro empossa Acadêmico como secretário do MCTI

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Publicado em 24/05/2012

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, empossou no dia 23 de maio os novos titulares de duas secretarias do ministério. Passaram a integrar a equipe da pasta o professor e historiador Eliezer Pacheco, que responde pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), e o engenheiro mecânico Alvaro Prata, que assume a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec).

"Meu maior desafio é unir dois mundos: levar de fato o conhecimento científico para o setor industrial. Conversar muito com a indústria e colocar a indústria para conversar com as universidades." Assim definiu a nova missão o engenheiro mecânico Alvaro Toubes Prata , ao assumir a Setec.

O novo secretário é pesquisador de nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Refrigeração e Termofísica e, recentemente, foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Com um currículo extenso dedicado à vida acadêmica, o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina destaca a experiência vivida em sala de aula, sem perder de vista as demandas do setor produtivo, como um fator relevante de seu perfil diante do objetivo de aproximar setores tão diferentes e fundamentais para o crescimento do país. "Um cientista vinculado à indústria", define-se.

"Acredito muito no conhecimento que é gerado, utilizado e estimulado a partir de uma união entre a academia e a universidade", sustenta Prata ao relatar a trajetória universitária, na qual, como professor, procurou incentivar a parceria, citando entre as mais importantes iniciativas conjuntas as realizadas com empresas como a Embrapa, a Pirelli, a Embraer e a Petrobras, e com a indústria automotiva.

"Temos um histórico de parcerias e os nossos alunos montaram um laboratório muito bem equipado. Estudantes de todos os níveis - graduação, mestrado e doutorado - sempre realizaram trabalhos de pesquisa vinculados ao setor industrial e, com isso, nós temos um número muito grande de dissertações e teses relacionadas com trabalhos industriais", conta.

Há 33 anos na universidade catarinense, o novo integrante da equipe do MCTI atuou na graduação e na pós-graduação, coordenando projetos de ensino, pesquisa e extensão. Já publicou mais de 230 artigos científicos completos em periódicos e anais de congressos. Orientou 41 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado, e possui duas patentes depositadas.

Experiência nacional

Apesar de ter passado maior parte da vida pessoal e profissional em Santa Catarina, Alvaro Prata é mineiro, de Uberaba. Morou em Salvador, mas foi na capital federal que entrou para o mundo universitário ao ser aprovado no vestibular para o curso de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB). A mudança de cidade foi necessária após o pai, que era também professor universitário, ser transferido da Universidade Federal da Bahia para a UnB.

Atraído pela fama de excelência do curso de engenharia mecânica da UFSC, decidiu fazer mestrado na instituição catarinense. Em busca de experiência no exterior, fez o doutorado na Universidade de Minnesota (EUA). Ao retornar ao Brasil, voltou a Florianópolis, onde deu início à carreira como professor.

Em 2000, foi convidado para ser pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da universidade e depois se tornou presidente do fórum nacional de pós-reitores. "Com isso circulei muito pelo Brasil", comenta. "O Brasil é um país que se situa entre os que mais produzem cientificamente, mas aqui, diferentemente dos países desenvolvidos, o conhecimento não é completamente dominado e não é utilizado pelo setor industrial", observa.

Frentes de trabalho

Para mudar essa realidade, Prata aponta a necessidade de o governo trabalhar em várias frentes: dando instrumentos para facilitar o trabalho conjunto entre a universidade e as empresas, a partir de editais e de propostas de trabalho colaborativos, além de simplificar de marcos regulatórios.

"Muito da pesquisa é feita no Brasil nas universidades públicas. E a lógica do ordenamento jurídico que rege a atividade de uma autarquia pública é completamente diferente do setor industrial. Então é preciso criar mecanismos que possibilitem essa interação", avalia.

"E o governo tem feito isso, com a Lei de Inovação e uma série de outros instrumentos. Neste momento, estamos trabalhando no Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para melhorar ainda mais esse ordenamento", acrescenta Alvaro Prata.


(Ascom do MCTI)



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