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PRÊMIOS E HOMENAGENS

Cientistas da UFRJ são homenageados pela American Biophysical Society

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Publicado em 8/02/2018

Os membros titulares da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Débora Foguel  e Jerson Lima da Silva  foram indicados para receber o Gregorio Weber Award for Excellence in Fluorescence Theory and Applications, prêmio dado anualmente pela American Biophysical Society (Sociedade Americana de Biofísica) a cientistas que tenham contribuído significativamente com o avanço e a aplicação de técnicas de fluorescência. São os primeiros cientistas brasileiros a serem homenageados com a distinção. O prêmio será entregue no dia 17 de fevereiro, durante o Encontro Anual da Biophysical Society, que acontece em São Francisco.

Foguel e Silva são professores do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, onde coordenam, cada um, seu próprio laboratório. Os dois são também egressos do centro de pesquisa fundado e coordenado por Gregorio Weber - pesquisador pioneiro na aplicação das técnicas da fluorescência na biologia e na bioquímica e que dá nome ao prêmio [ver mais abaixo]-, com quem aprenderam o método. Atualmente, os pesquisadores brasileiros conduzem investigações importantes, no campo da bioquímica médica, que utilizam os conhecimentos das técnicas avançadas de fluorescência.

Silva conheceu Weber durante um pós-doutorado na Universidade de Illinois, nos EUA, em 1985. Foi nesse período que aprendeu os métodos baseados na fluorescência e começou a a aplicá-los no estudo do dobramento de proteínas. Atualmente, o cientista brasileiro emprega a técnica em pesquisas sobre a agregação amiloide da proteína p53 mutada, presente em mais da metade dos tumores cancerígenos, e vem obtendo resultados importantes de possíveis novos tratamentos da doença. Silva coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnolologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB), que aplica técnicas avançadas de microscopia de fluorescência.

Já Foguel trabalhou com Weber por dois anos, entre 1991 e 1992, durante seu doutorado sanduíche na mesma universidade americana. Lá, a pesquisadora brasileira teve a oportunidade de migrar do estudo de moléculas atuantes na fotossíntese para a observação de estruturas de proteínas. Hoje, um de seus principais focos é investigar a transtirretina (TTR), proteína responsável pela polineuropatia amiloidótica familiar (PAF), uma doença degenerativa. Aplicando técnicas de fluorescência, Foguel foi capaz de caracterizar a aglomeração anormal de TTR, que leva à PAF, uma estrutura difícil de ser vista.

O prêmio

O Gregorio Weber Award é oferecido pelos próprios pares a pesquisadores com carreiras sólidas, indicando o reconhecimento do trabalho realizado pelos homenageados na área da fluorescência. O prêmio leva o nome de Gregorio Weber (1916-1997), bioquímico argentino radicado nos EUA que fundou as bases da espectroscopia de fluorescência moderna, técnica de vasta aplicação e de grande importância para os campos da biologia e da bioquímica. A fluorescência é um dos poucos métodos que permite a observação, através da medição da luz visível emitida, da interação entre diferentes moléculas, como células ou mesmo proteínas.


(Ascom ABC, com informações do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
de Biologia Estrutural e Bioimagem)



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