O Programa Aristides Pacheco Leão de Estímulo a Vocações Científicas (PAPL) foi criado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) em 1994. Até 2004, foi apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O objetivo principal do programa é oferecer a universitários vocacionados para a atividade científica a oportunidade de estagiar em laboratórios dirigidos por Membros Titulares da ABC, com linhas de pesquisa definidas e reconhecidamente produtivas. As inscriçõese a seleção são feitas no final do ano e os estágios acontecem no início do ano seguinte, durante as férias de verão.

Interrompido entre 2005 e 2014, o PAPL foi reeditado em 2015, com uma primeira rodada coordenada pelo Acadêmico Wanderley de Souza. Em 2016 e 2017 foi coordenado pelos Acadêmicos Guilherme Suarez-Kurtz e Flávia Lima Ribeiro Gomes. A vice-presidente da ABC – Regional Rio, Lucia Mendonça Previato, coordenou a edição de 2018.

Nestes últimos anos, foi patrocinado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Em 2019, o programa foi novamente descontinuado, por falta de apoio financeiro. No momento, a ABC está em negociações para retomar uma parceria que possibilitará a retomada do programa em 2020.

O nome do programa é uma homenagem ao eminente neurofisiologista, professor Aristides Pacheco Leão, que presidiu a ABC entre 1967 e 1981. Em 1993, tornou-se presidente emérito, em homenagem póstuma.

Por meio de entrevistas realizadas em 2019, e em relatórios entregues ao final do estágio, alguns dos participantes do PAPL manifestaram-se sobre o significado abrangente dessa experiência em suas vidas.

Estudante de medicina da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas, Aline Prates Correia avalia que a oportunidade que teve, oferecida pela Academia Brasileira de Ciências de estagiar em 2018 no Laboratório de Pesquisa Clínica e Experimental em Biologia Vascular (BioVasc) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), coordenado pela Acadêmica Eliete Bouskela, fortaleceu seu pensamento sobre a importância da ética, da responsabilidade e da segurança em pesquisa.

A interação entre os alunos do laboratório e os estagiários de outros estados, lhes apresentando equipamentos de alta tecnologia, com os quais aprenderam a desenvolver experimentos, foi valiosa. Porém, o que mais a estimulou foi observar médicos que conseguem conciliar a clínica com a pesquisa científica, orientação de teses de mestrado e doutorado, mantendo um nível exemplar.

“Vi que é possível, desde que haja métodos eficientes de pesquisa, uma dinâmica bem estruturada no laboratório e comprometimento no atendimento dos pacientes”, ressaltou.

O reconhecimento do valor da ciência é fundamental

Assim como a baiana Aline, o maranhense André Luis Fernandes Lopes também teve oportunidade de estagiar no Rio de Janeiro, graças ao Programa Aristides Pacheco Leão de Estímulo a Vocações Científicas (PAPL) da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Desde 2015 André estava no Piauí, fazendo a graduação em biomedicina.  Conta que conheceu o PAPL por acaso e aplicou sem muitas expectativas, porque eram poucas vagas e o Brasil todo concorrendo. Mas conseguiu uma vaga no laboratório do Acadêmico Renato Cordeiro, na Fiocruz. E mostra que a parte humana é um diferencial importante. “Depois que fui selecionado, mas antes do início do estágio, o Prof. Renato me convidou para conhecer a equipe, num congresso de farmacologia em Ribeirão Preto. Tinha até um piauiense que trabalhava com ele no pós-doc. Assim, ele e meu professor orientador da UFPI se conheceram e eu cheguei no Rio já integrado, sabendo o que iríamos fazer. Foi uma experiência maravilhosa que eu tive.”

Ele já tinha uma noção de manejo animal, por conta da iniciação científica na UFPI. “Então cheguei no estágio confiando nisso, que foi mesmo útil. Lá, aprendi muitas técnicas que levei para a minha universidade, o que foi possível aprimorar o que já fazíamos e melhorar nossos protocolos experimentais”.

Mas apesar do programa nordestino ter evoluído e crescido bastante, as bolsas e os recursos foram reduzidos. ““Muitos pós graduandos com dificuldades na realização dos seus protocolos devido a falta de recurso, porque isso implica diretamente na aquisição de reagentes e materiais, além da reprodução animal também ser afetada por isso. A pesquisa deveria ser mais valorizada no país. Não é fácil passar 24 horas por dia, sete dias por semana em um laboratório tentando buscar melhorias para a sociedade, e conseguirmos no máximo publicar um artigo. O reconhecimento deveria ir muito além disso.”

 O caminho para o futuro passa pela divulgação científica

É por essas e por outras que o estudante de biologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Gustavo Lemes, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi para a rua.

Ele conta que os cortes de recursos anunciados em 2019 impediriam muitos estudantes de continuar os estudos, e então sua universidade entrou em greve.  Nesse período, os alunos do seu curso e de outros organizaram uma atividade chamada “UFSC na Praça”.

“Levamos o material dos laboratórios e das disciplinas que são feitas para o centro da cidade e ficamos explicando para as pessoas. Precisamos saber explicar para a população o que fazemos no laboratório e para que isso serve.”

Gustavo fez o estágio do PAPL no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, no laboratório do Acadêmico Adalberto Val, no início de 2019. “Lá eu trabalhei com o tambaqui, peixe da região, e estudei como os metais pesados podem alterar sua reprodução. O estágio me ajudou a entender mais a ciência em si, no sentido de montar um artigo do zero, desenvolver toda a metodologia, seguindo todos os preceitos da ciência.”

Gustavo confessa: “Eu ainda não sabia o que fazer na biologia quando foi para o INPA, mas o estágio me ajudou a ver que eu me identificava mais com a parte da ecologia vegetal. Já estou começando a fazer meu TCC e a pensar no meu projeto de mestrado, que pretendo fazer lá no IMPA, já estou desenvolvendo trabalhos com meu possível orientador. Mas esses cortes deixam a gente sem saber como vai ser daqui para a frente, porque eu preciso de bolsa para fazer o mestrado. Eu não sei como vai ser o futuro.”

Auto-confiança é a base, mas aliada à confiança no futuro

 “Estudei no Instituto Federal de Mato Gosso no ensino médio, fui bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do CNPq, foi onde conheci a pesquisa. Quando ingressei na faculdade, já tinha certeza de que queria seguir na iniciação cientifica, era muito claro para mim”, conta Renata Felício Santos.

Ela conta que seu padrinho é professor universitário em outro estado e foi quem lhe enviou o edital da ABC. Inscreveu-se sem nenhuma expectativa, pensando que uma menina do interior como ela não teria chance de ser chamada. Mas enganou-se, felizmente.

Estudante do bacharelado em ciências biológicas na Universidade Federal de Mato Grosso, campus Rondonópolis, Renata sempre teve curiosidade com relação à microrganismos e células em geral. Quando se inscreveu no PAPL, escolheu um laboratório de biologia celular na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Era uma área totalmente diferente da que eu atuava, tudo muito novo. Fui pra São Paulo sozinha. O professor Sérgio [Schenkman] se preocupou comigo, perguntou onde eu iria ficar, a gente conversou por videoconferência e ele disse que tinha uma aluna de pós-doc, uma pessoa do interior, como eu, que tinha oferecido a casa dela. Aí com uma parte da bolsa eu ajudei nas despesas, e mantemos nossa ligação até hoje. Conheci São Paulo, fui a muitos museus, que na minha cidade não tem. Tudo o que pude, aproveitei. Foi um aprendizado imensurável, tanto acadêmico quanto pessoal.”

Ela relembra que o que despertou seu interesse no PAPL, em primeiro lugar, foi o nome do programa. “O título do edital era ‘estímulo a vocações cientificas’, e isso me pegou, porque eu quero ser cientista, eu sou cientista. Foi um processo do qual eu só tomei posse quando voltei do estágio, e pensei: ‘eu posso fazer ciência, independente da minha área’. Eu voltei com muito mais propriedade sobre as coisas, em relação a metodologias, a estudar além.” Em 2019, Renata estava fazendo um estágio na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pretendia entrar no mestrado.

Corte de recursos estimula fuga de cérebros

Victor Maltese Stoco é a primeira pessoa da família com interesse por ciência. Tinha curiosidade em saber como as coisas funcionam, principalmente em relação ao corpo humano, e sempre quis trabalhar com pesquisa. Durante a graduação em biomedicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR), ficou sabendo do programa da ABC em 2017, por meio de um grupo do Facebook. Aplicou para o Laboratório de Glicobiologia do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenado pela Profa. Lúcia Previato, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Quando recebeu a resposta positiva, Victor conta que ficou “maravilhado: “Eu sou de Curitiba e moro com meus pais. Foi minha primeira vez sozinho por um mês. longe de casa. Uma boa oportunidade de ver como funciona um grande centro do Brasil e também de trabalhar minha independência. A Profa. Lúcia me passou o contato de dois outros bolsistas que iam ficar no mesmo instituto de pesquisa e decidimos ficar juntos, dividimos um quarto num hostel da Ilha do Governador. A gente continua em contato até hoje.”

Como já trabalhava com glicobiologia na UFPR, achou interessante aproveitar o conhecimento que tinha gerado durante sua iniciação cientifica. Mas no estágio da UFRJ trabalhou com pesquisa em câncer e, quando voltou, trocou de laboratório, porque se apaixonou pela área. “Mudei para o Laboratório de Citogenética Humana, para trabalhar com câncer de mama. Trouxe do estágio do PAPL toda uma bagagem de conhecimento técnico, fiz um ótimo networking lá, acho que abriu uma porta para o meu futuro”.

Victor estava na Irlanda em 2019, como parte da graduação, com bolsa da própria UFPR, oferecida para alunos passarem um semestre ou um ano estudando em universidades parceiras. “Depois desse meu período de estudos, vou para outra cidade que tem uma instituição parceira da Fiocruz. Eu me formo no final de 2020 e pretendo voltar para a Fiocruz do Paraná, para trabalhar com câncer, na produção de um novo medicamento para tratar leucemia. Mas a situação no Brasil está difícil. Estando na Irlanda, ver a situação da pesquisa no Brasil é bem desestimulante. Aqui tem oportunidades.”

Ciência não é gasto, é investimento

Diana Silva cursa medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC), no campus de Sobral. Ela conta que tinha muito interesse em pesquisa na época em que entrou na faculdade, mas no interior do estado, mesmo na UFC, o investimento em pesquisa é bem deficiente, tem pouquíssimos núcleos de pesquisa. “Na minha área tem o Laboratório de Neurofisiologia, mas não consegui vaga. Agora, com os cortes que afetaram a faculdade, as vagas foram ainda mais reduzidas.”

Mas conseguiu estagiar, pelo PAPL-ABC, no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), no Laboratório de Neurociências, com o Acadêmico Wagner Farid Gattaz, que trabalha principalmente com Alzheimer e esquizofrenia. Ela conta que teve acesso a todos os tipos de experimentos, desde os mais básicos até os muito avançados, e era isso o que tinha ido procurar, pois sentia que vivenciar a pesquisa preencheria uma deficiência na sua formação.

“Eu utilizei o que eu aprendi no estágio mais na parte da clínica de neurologia e psiquiatria, nessa parte de entender a doença, de avanços relacionados ao tratamento. Porque para algumas doenças psiquiátricas, o tratamento usual é muito limitado, a gama de medicamentos é limitada, as explicações fisiológicas das doenças são limitadas. Lá na USP eles estão muito à frente nesse tipo de pesquisa”, relatou Diana.

Os tantos contrastes que vivenciou entre morar na casa de seus pais, numa cidadezinha com pouco mais de 200 mil habitantes, e alugar um apartamento com mais três colegas que também iam fazer estágio na capital do estado de São Paulo foram uma experiência e tanto. Mas alguns problemas que encontrou eram semelhantes, como o impacto dos cortes de recursos para pesquisa.

“O que a gente vê em outros países, de primeiro mundo, é que quando se passa por uma crise, uma das principais saídas é investir em pesquisa e ciência. E aqui a gente está passando por um movimento contrário, que eu acho muito ilógico, fora do bom senso, cortar investimento em uma área tão importante, que traz benefícios para toda a população e para a economia.”

É preciso fazer ecoar a voz dos jovens

Sair da zona de conforto é uma máxima entre os participantes do PAPL-ABC. Essa era a meta de Nathália Martins Franzoi, estudante de biomedicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ao aplicar para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para o Laboratório de Neuroimagem, coordenado pelo Acadêmico Fernando Cendes. Ela relata que na UEM estagiava no Laboratório de Imunologia Clínica, que mexia com cultura de células, e quis inovar.

Pela primeira vez num campus em que precisava de ônibus para se deslocar, Nathália conta que seu estágio teve foco em epilepsia. Ela acompanhou o setor do ambulatório no hospital, com a rotina de processamento de imagem, e também o desenvolvimento de pesquisa. Teve contato com análise de dados estatísticos, o que era novo para ela. Assistiu várias defesas de tese de doutorado, começou a prestar atenção nas bancas, procurar entender os estudos. Lidou com muitos médicos e estudantes de medicina, o que lhe deu uma perspectiva diferente da biomedicina, com uma abordagem mais clínica.

E gostou de ver a atuação do biomédico no estudo de imagem. “Conheci uma biomédica que atuava ali na rotina da ressonância magnética e era mestranda, então ao mesmo tempo ela fazia a parte clínica e desenvolvia pesquisa. Ela via o paciente ali, via no computador o que ele tinha, e depois processava isso. Isso foi muito legal, acabei até entrando na ressonância magnética para poder participar de um estudo.”

Ela diz que o estágio do PAPL “mudou seu pensamento”, no sentido de sentir-se capacitada para fazer o que gosta. “Como biomédica, se eu passar para a pós-graduação, consigo me tornar uma embriologista. Eu gosto bastante da pesquisa, estou há quatro anos fazendo projeto. Mas ainda estou na dúvida se quero continuar. Hoje a situação está complicada, eu preciso me manter, morar em um lugar, pagar minhas contas. Essa falta de recursos tira a oportunidade das pessoas.”

E Nathália é bastante consciente da importância da ciência e da tecnologia: “Ao contrário do que alguns pensam, a pesquisa precisa de recursos e o Brasil precisa de pesquisa. Então não existe isso de ‘cortar as bolsas porque não temos dinheiro suficiente’. Para pesquisa, a gente tem que ter recursos. E a situação pode piorar se esse rumo não mudar. As forças maiores são as que comandam, então a população tem que ficar em cima. Se todo mundo acabar aceitando, não vai mudar. A gente tem que mostrar nossas vozes.”

PAPL-ABC: oportunidades ímpares e novos olhares

Selecionado para o estágio oferecido pela ABC em 2018, Gustavo Maximiano Alves tinha sido bolsista Pibic. Estudante de medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), ele conheceu o PAPL através das redes sociais da Academia Brasileira de Ciências, aplicou e conseguiu a bolsa. Foi para o Laboratório de Imunoparasitologia coordenado pelo Acadêmico João Santana, na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

“Eu acho que a principal recompensa do programa é dar novos olhos para a gente, mudando nossa realidade. O fato de sair da minha zona de conforto, conhecer outras pessoas, outros modos de fazer pesquisa, me impeliu a traçar outros objetivos. O estágio me deu certezas”, relatou.

De volta à UFPA, Gustavo aproveitou a prática adquirida nas reuniões de laboratório da USP, como discussão de artigos e a percepção do forte apoio que a USP dá para pesquisa. Estimulou seus professores para que tentassem cobrar mais da própria universidade.

“E lá em São Paulo tem a Fapesp, que é incomparável. Pretendo fazer a prova de residência na USP.”

Ele avalia que o programa da ABC dá oportunidade, que é o que falta para jovens de regiões menos desenvolvidas do país. “Tem muitos estudantes que poderiam fazer grandes coisas, serem brilhante numa carreira científica e que, na verdade, são perdidos. O programa da ABC ajuda a encontrar essas pessoas que têm vocação. Às vezes, iniciativas como essa são a única chance que elas poderiam ter.”

“Jovens têm que se sentir parte da realidade, como produtores de mudança”

Concordando com Gustavo, Gabrielly Lisboa da Silva Soares reafirma que os cortes no orçamento de ciência e tecnologia têm restringido o desenvolvimento profissional de muitos potenciais cientistas. Estudante de medicina da UFPA, ela conta que a falta de recursos está impactando fortemente nas pesquisas realizadas no laboratório em que atua.

“Estamos tendo que reutilizar materiais, o que é lamentável. A gente precisa de animais e não tem verba para comprar ração, palha, nada. Isso nos limita, a gente não pode errar. Por exemplo, se temos nove animais, precisamos acertar nos nove. Se não podemos errar e explorar o erro, como vamos aprender? Isso, com certeza, desmotiva o jovem pesquisador.”

Gabrielly conta que seus pais não tiveram acesso à educação e que ela é uma das poucas pessoas da família que chegaram à universidade. EM 2019, foi selecionada pela ABC, para o Laboratório de Biomedicina do Cérebro, coordenado pelo Acadêmico Vivaldo Moura Neto, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“A experiência do PAPL me fez perceber que a carreira cientifica é muito mais ampla do que eu via. As possibilidades para responder a perguntas despertadas por um problema cientifico se abriram muito para mim”, avaliou.

Gabrielly ficou muito decepcionada por não encontrar no site da ABC a notícia de que as inscrições estariam abertas para 2020. “Divulguei a iniciativa para vários amigos, dizendo que valia muito a pena, porque o PAPL amplia nosso pensamento, a gente vê que é capaz de chegar mais longe com nossas ideias. A pesquisa é o futuro de uma nação”, afirmou, segura de si. E completou: “É com esse conhecimento que a gente está construindo agora que conseguiremos mudar, aos poucos, a nossa sociedade. Eu trabalho com toxoplasmose, que aqui em Belém é uma doença endêmica. Então, eu quero deixar para essa região uma resposta. O investimento em pesquisa é demorado, mas certeiro. A gente não consegue um desenvolvimento sustentável, social e justo sem a pesquisa científica.”